Para trabalhar como vigilante no Brasil, o interessado precisa cumprir os requisitos previstos na legislação federal e realizar a formação profissional em uma escola autorizada pela Polícia Federal.
A atividade é regulamentada principalmente pela Lei nº 14.967/2024, que instituiu o Estatuto da Segurança Privada e da Segurança das Instituições Financeiras.
A Lei nº 14.967/2024 estabelece requisitos para o exercício da atividade de vigilante. De forma geral, é necessário:
ser brasileiro, nato ou naturalizado;
ter idade mínima de 21 anos;
possuir ensino fundamental completo;
estar quite com as obrigações eleitorais;
estar quite com as obrigações militares, quando aplicável;
ser considerado apto em exames de saúde física e mental;
ser aprovado em avaliação psicológica;
não possuir antecedentes criminais incompatíveis com o exercício da função;
concluir o curso de formação de vigilante em instituição autorizada.
Os requisitos podem ser detalhados e fiscalizados conforme as normas da Polícia Federal. Por isso, é importante confirmar as exigências diretamente com a escola de formação e com a unidade da Polícia Federal responsável pela segurança privada no seu estado.
Antes de fazer a matrícula, normalmente são solicitados documentos como:
documento oficial de identificação;
CPF;
comprovante de residência;
certidão de nascimento ou casamento;
comprovante de escolaridade;
título de eleitor e comprovante de regularidade eleitoral;
certificado de reservista ou documento equivalente, quando aplicável;
certidões de antecedentes criminais;
fotografias recentes;
outros documentos exigidos pela escola ou pela Polícia Federal.
A documentação pode variar de acordo com a instituição e com os procedimentos vigentes. Não entregue documentos originais sem necessidade e desconfie de escolas que não fornecem contrato, recibo ou informações claras sobre sua autorização.
O candidato deverá passar por exames que comprovem sua aptidão para exercer a profissão, incluindo:
Exame de saúde física;
Exame de saúde mental;
Avaliação psicológica;
Observação - Procurar uma escola credenciada pela policia federal
Vigilantes e suas extensões
O vigilante patrimonial é o profissional responsável por proteger pessoas, patrimônios, estabelecimentos e áreas determinadas contra furtos, roubos, invasões e outras ameaças.
Podendo trabalhar em :
Empresas - Fábricas - Shoppings
Hospitais - Residência - Locais Públicos
Comércios - Escolas - Eventos
Para Extenções é nescessário ter Ensino Médio Completo
O vigilante de escolta armada é o profissional responsável por proteger o transporte de cargas, valores e mercadorias durante o trajeto, reduzindo os riscos de roubo, furto e outras ameaças.
O vigilante de escolta armada pode atuar em:
Proteção de cargas durante o transporte;
Acompanhamento de veículos escoltados;
Prevenção de roubos e abordagens criminosas;
O vigilante de transporte de valores é o profissional responsável por proteger o deslocamento de dinheiro, documentos, joias, objetos e outros bens de alto valor.
Protege o veículo de transporte de valores;
Acompanha o transporte durante todo o trajeto;
Faz a segurança da equipe e da carga;
Auxilia no embarque e desembarque dos valores;
Observa movimentações suspeitas;
Segue os procedimentos de segurança da empresa;
Mantém comunicação com a equipe durante a operação;
VSPP significa Vigilante de Segurança Pessoal Privada. Esse profissional é responsável por proteger a integridade física de pessoas que podem estar expostas a riscos ou ameaças.
O vigilante VSPP pode atuar na proteção de:
Empresários - Políticos
Executivos - Pessoas Ameaçadas
Artistas - Personalidades Pública
Autoridades;
O piso salarial do vigilante patrimonial em São Paulo é de R$ 2.271,74, com adicional de periculosidade de R$ 681,52, totalizando R$ 2.953,26 mensais conforme a Convenção Coletiva de Trabalho.
Salário e Adicionais
Salário-base (Piso): R$ 2.271,74
Periculosidade (30%): R$ 681,52 (incide sobre o piso)
Total Bruto Inicial: R$ 2.953,26
Benefícios (VR e Cesta Básica)
Vale-Refeição (VR): R$ 42,00 por dia trabalhado
Cesta Básica: Valor facial de R$ 215,00 estabelecido em norma
Outros direitos garantidos incluem seguro de vida e assistência médica. Os detalhes completos de cálculo podem ser conferidos na Tabela do SEEVISSP.
Valores retirados da sindicato dos vigilantes de São Paulo
Piso salárial dos vigilantes no Brasil por cada estado
Minas Gerais
São Paulo
Distrito Federal
Santa Catarina
Região Nordeste
Parte da região Norte
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Uma das mudanças mais importantes é o fortalecimento da fiscalização da Polícia Federal sobre empresas de segurança privada.
Empresas que atuam sem autorização, de forma irregular ou sem cumprir exigências legais poderão sofrer punições mais severas, incluindo multas, suspensão e até encerramento das atividades.
Para os vigilantes, isso pode representar maior proteção contra empresas que não pagam direitos trabalhistas, atrasam salários ou operam fora das regras.
O decreto regulamenta e fortalece diferentes segmentos da categoria, incluindo:
Vigilância patrimonial
Transporte de valores
Escolta armada
Segurança pessoal privada (VSPP)
Monitoramento eletrônico
Gerenciamento de riscos
Segurança em grandes eventos
Esse reconhecimento pode ampliar oportunidades de atuação profissional e especialização no mercado de trabalho.
A regulamentação também reforça a necessidade de formação qualificada para os profissionais da segurança privada.
Entre os pontos previstos estão:
Regras mais claras para curso de formação de vigilantes
Reciclagens obrigatórias
Capacitações específicas conforme a função exercida
Maior controle sobre certificados e registros profissionais
A intenção é aumentar a qualidade dos serviços prestados e a valorização do profissional habilitado.
As empresas de segurança privada precisarão seguir critérios mais rigorosos relacionados à estrutura operacional, equipamentos e responsabilidade técnica.
O objetivo é impedir a atuação de empresas sem condições adequadas de funcionamento e melhorar a qualidade do serviço prestado aos clientes.
Eventos de grande porte poderão exigir planejamento formal de segurança, análise de riscos e quantidade adequada de profissionais habilitados.
Esse ponto pode abrir novas oportunidades de trabalho para vigilantes especializados em segurança de eventos.
Embora o decreto represente um avanço importante, alguns pontos precisam ser esclarecidos.
O Estatuto da Segurança Privada NÃO aumenta salário automaticamente. Os reajustes salariais continuam sendo definidos por meio das convenções coletivas e negociações sindicais de cada estado.
Além disso, a regulamentação não altera diretamente regras da aposentadoria especial do vigilante, tema que ainda depende de debates previdenciários e decisões judiciais.
Por outro lado, especialistas apontam benefícios importantes para a categoria, como:
✅ Mais valorização profissional
✅ Combate às empresas clandestinas
✅ Maior fiscalização e organização do setor
✅ Fortalecimento da profissão de vigilante
✅ Ampliação de áreas especializadas da segurança privada
Representantes sindicais e profissionais da segurança privada consideram a regulamentação do Estatuto uma vitória construída ao longo de muitos anos de luta.
A presença de dirigentes sindicais no Palácio do Planalto durante a assinatura simboliza o reconhecimento da importância da categoria para a segurança do país.
Para muitos vigilantes, o novo Estatuto representa um passo importante para modernizar a profissão, fortalecer direitos e ampliar o reconhecimento do setor.
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