William Cesar Pinto Junior, vigilante que morto aos 48 anos após ser baleado por uma equipe da Policia Civil do Distrito Federal (PCDF), enquanto saia para trabalhar nessa quarta-feira (19/8), na quadra 8 do Setor Oeste do Gama (DF), foi enterrado nesta sexta-feira (21/8). Sob forte comoção, familia e amigos gritaram por justiça e cobraram posicionamento de autoridades. William deixa esposa e dois filhos.
O funeral reuniu cerca de 100 pessoas, entre amigos, familiares e admiradores de William, todos usavam peças brancas em homenagem ao falecido. Os presentes exibiram cartazes pedindo justiça e clamando para que o que houve com o vigilante não siga impune. Dizeres como “Polícia mata Civil” e “ 7 policiais x 1 inocente”, foram alguns presentes na pequena manifestação.
Com bastante emoção, familiares e amigos cantaram musicas cristãs enquanto se despediam do vigilante e rezaram um pai nosso. Outros vigilantes da empresa Ágil, onde William trabalhava, também estavam presentes para prestar as condolências.
A sobrinha de William, que preferiu não se identificar, relatou ao Metrópoles que o tio admirava o trabalho da polícia.
“Ele era um homem que admirava a polícia e morreu nas mãos dela”. Ela ainda conta que William era um exemplo de homem trabalhador.
Segundo apurado pelo Metrópoles, a vítima era um colaborador terceirizado e trabalhava como vigilante na Residencia Oficial da Presidencia do Senado Federal. Ele prestou servicos ao Senado por mais de 30 anos.
Ainda de acordo com a sobrinha os agentes responsáveis pela morte de William o socorreram e levaram ate o Hospital Regional do Gama (HRG): “Os próprios policiais vendo a tragédia que fizeram, levaram ele ao hospital mas ele não resistiu”.
Ela ainda diz que os agentes chegaram a ir na casa da companheira de William, para ver se havia câmeras de segurança.
“Tiveram a audácia de questionar sua mulher se as câmeras estavam gravando. Sabiam o que tinham feito. Nós queremos justiça. Até agora os agentes não foram afastados. Retiraram o carro do local e falaram pra gente que não era fraude processual. Falaram que sentiam muito, mas que era preciso pensar que os policiais também são pessoas. Precisamos de ajuda para que essa violência seja reconhecida e a justiça seja feita. Os assassinos não podem ficar impunes”, finaliza.
A Polícia Federal publicou a Instrução Normativa DG/PF nº 340 em julho de 2026, acompanhada das Portarias nº 22, 23, 24 e 25/2026, reformulando as regras de formação, atualização e validade dos cursos para profissionais de segurança privada no Brasil.
Principais Mudanças em Formação e Atualização
Validade e Perda de Validade (10 anos): Os cursos de formação, aperfeiçoamento e atualização continuam válidos por dois anos. No entanto, a nova norma estabelece que se o vigilante ficar 10 anos ou mais com os cursos vencidos (sem realizar reciclagem ou aperfeiçoamento), o curso anterior perde completamente a validade, exigindo a realização de um novo curso de formação completo antes de voltar ao mercado.
Aperfeiçoamento substitui atualização: O profissional que concluir um curso de aperfeiçoamento homologado pela Polícia Federal renova automaticamente sua habilitação em vigilância patrimonial por mais dois anos, dispensando a realização da atualização tradicional da formação básica.
Ensino Semipresencial: A Portaria nº 24/2026 regulamentou aulas teóricas na modalidade semipresencial (com encontros síncronos) para os cursos de atualização, mantendo a obrigatoriedade da prática presencial (como treinamentos de tiro).
Padronização Nacional: A Portaria nº 22/2026 padronizou os planos de curso e grades curriculares em todo o país, permitindo inclusive o uso de simuladores de tiro e atualizando conteúdos sobre gerenciamento de crises e uso seletivo da força.
Texto retirado do sindicato dos vigilantes de São Paulo